quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

PÉRFIDOS PECADOS






  Juras, por tuas lembranças, que és a mim que quer? Insano, covarde, desaparece de tua própria face o sabor da verdade. Talvez a fome do ego deu-te sensações esnobes que fizeram-te declarar um sentimento desmedido, caído, tão propositalmente elaborado. Volúvel, acreditas que o amor que foi-te ofertado ainda é teu? Hipócrita, leva-te para longe, aprende com o rio, siga teu caminho, sem arrancar a família dos peixes, sem segurar-te nos frágeis galhos, sem parar em pedras, apenas siga sem culpar os que matam-te no caminho, aqueles que tiram a beleza da água límpida, que jogam lixo, que tiram a vida. Apenas continue sem fazer-te de vítima, apenas passe até encontrar teu mar, mas sem precisar bater no peito, erguer a face e culpar o próximo dos desafios que enfrentou, envolvê-los e fazê-los sentir a dor e pagar pelos teus pérfidos pecados.

   Encontre teu mar, mistura-te a ele, saboreie a sensação de vida de força, não queira minar o mar. Não queira ser maior que ele. Apenas escute o som. Observas as ondas. Releias tua vida no mundo do teu coração alienado. Encontra-te, liberta-te de tuas dores, de teus desamores, de teus sonhos mesquinhos que não tem coragem de segui-los. Pobre, fraco, indigno. Levanta-te, torna-te um ser melhor. Mas, por favor, não te lembres de mim!

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