sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A HORA DA FELICIDADE!





Tentaram retirar minha vida, me assassinar. Pedi água e me negaram, busquei comida, me tiraram.Riram, zombaram. Desdenharam dos meus sonhos, mas o meu mundo interior não arrancaram, tenho sangue vivo que corre em minhas veias, eu tenho um grito na garganta, forte, ativo. Tenho um depósito de vida singular dentro de mim.

Não desisto, ainda que me cortem as pernas, me negam água, vou buscá-la no mais longíquo deserto, subirei ao cume dos montes, se preciso, e pegarei alimento. Não permito que arranquem meus sonhos. Meus olhos são duas chamas vivas de garra, que enxergam um futuro brilhante entre espinhos que crescem, mas que secarão.

E mesmo que venha o fogo, passarei dentro dele com os pés descalços. Queimarei minha roupa, minha pele, mas não meu coração. Saio do fogo e refresco meu corpo com água da chuva.

Ainda não tenho flores, o solo está seco, mas as raízes estão plantadas e dentro da terra germinam. Depois de alguns passos, elas crescerão. Lá atrás, ficarão os que queimaram suas mãos tentando matar minha alma. Afogados os que me negaram água. E eu não negarei alimento nem água para os que vem. Pois o fogo que enfrento expande calor e me dará vida. E água dividida cria caminhos frutíferos . E nos meus olhos se enxergará o brilho da alegria, daqueles que não desistem. E o sino tocará anunciando a hora da felicidade!

Um comentário:

  1. nossa!como parece comigo agradeco a Deus por sua vida poetiza abençoada por vc nos dar voz beijos muitos beijos no seu coração "Ainda não tenho flores, o solo está seco, mas as raízes estão plantadas e dentro da terra germinam. Depois de alguns passos, elas crescerão

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