terça-feira, 18 de janeiro de 2011

NELA




NELA


Um coração escureceu, uma lágrima caiu, o brilho de um olhar se retraiu. Os sentimentos inesperados tomaram sua força, tiraram sua alegria, a vontade de viver. Mas essa sensação que corroía sua alma podia ser dissipada. Para ela, não foi só falar que era que se desejava, agiu. Refez-se, com a força que tinha em sua dignidade, subiu degraus, soltou o grito de liberdade em seu peito e disse não permitir que ninguém tirasse sua paz.

Nela  
Um coração que tinha pedaços espalhados, começaram a juntar-se, o brilho de um olhar tornou-se como a luz de uma estrela. E permitiu-se invadir por um amor próprio, além daquilo que ela imaginava. Não mais ouviu tristes canções, que só alimentavam fantasmas que precisavam partir. Não mais andou em círculos, esperando voltar ao início de algo que não teve um meio nem um fim extraordinário. Não mais lamentou não estar bem. Porque ela decidiu estar bem.

Nela
A vontade de viver, a força de crescer, o desejo de mostrar que sentimentos desmoronados são reconstruídos e que, hoje, é preciso recomeçar. E que nada pode impedir um ser de ser o que se quer, quando realmente luta por aquilo.

Nela
O amor e a força juntaram-se, formando um elo inseparável e um caminho de flores, cercado de sorrisos, onde cada lágrima era feliz. E ela olhava o céu, e via o mar, e o mar a cobria como um lençol . E observou que a vida é como as ondas que vem e vão, algumas mais lentas, outras mais fortes, mas não param e nem perdem a beleza. Nela, a pegada na areia marcando seus passos, que caminham para frente. Nela, encontra-se nosso EU, que pede para ser livre, que pede para ser feliz!

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