domingo, 27 de novembro de 2011

Doce Manhã




Hoje atropela sua alma em dúvidas, por não saber se suas verdades mudaram. Talvez ,quando olhar pra trás, ela ainda enxergue as mesmas verdades. Ontem a tarde caia silenciosa e tudo parecia calmo. Tudo era calmo como a chuva que caia devagar.

“... sempre tudo muda... nem sempre o que ansiamos é o que nos fará feliz.”

Repetia a si mesma o que lhe acalmava, esperava dias melhores.

Quando decidiu ser o que é, pensou esquecer-se de uma vez de tudo que tanto precisava esquecer. O caminho era longo e segui-lo não seria fácil. Até que parou, olhou ao redor e viu sua vida mudando todo o roteiro e seus passos a levava para onde o coração não desejava seguir. Precisava tentar e descobrir mais uma vez se essa verdade era a certa. No seu lamento lembrava os dias; Os dias dos sonhos que desejava. Mas a vida mostrava, que tudo eram sonhos. Sonhos que pertenciam à vontade de um amor pleno. Ironia; Sorriu de si mesma. Aprendeu a encarar seus erros. Errou em acreditar. Mas espera, que rios a levem para o lugar certo.

“Um rio que leve ao mar
Que tenha um gosto bom
Que arranque o sabor amargo.
E quem pode prever o amor?”

E a vida em suas voltas e voltas. Não se culpava. Pois apenas, acreditou e acreditou. Jurava ver seus rastros e nas noites ainda mudas, escutava vozes.

“Talvez o amor tenha sido real. Sim talvez! Mas que fazer quando não se pode fazer, e a luta é em vão? Nada mais, nada além. Seguia e jurava continuar.”

Arco-íres cercarão os céus e flores abrirão caminhos, em jardins antes secos. Sim. Haverá nos rios, risos de alegria e saberá que o amor doado não é em vão; As lembranças, às vezes causam dor, mas ensina .E precisava aprender com suas verdades.

As verdades não poderiam ter os mesmos caminhos. Eram verdades novas e tudo havia mudado. Não poderia seguir trilhas que causavam dor. Não poderia escutar na noite pensamentos vazios. Ela só esperava dormir em paz. Sim precisava dormir em paz. Descansar um pouco o tormento de dias e dias que esperou o que acreditava ser.
O tempo, o tempo amargo ou o tempo doce amargo, ainda pedia explicações e às vezes ainda cruzava seus caminhos.

“Um pouco mais, um pouco apenas e tudo isso passará... Agora tudo está embaralhado; Não tinha que ser assim. Mas, agora é. Agora foi.” responde a si mesma.

Verdades precisam ser aceitas! E a caminhada se certa á fará achar seu sossego; Achara suas manhãs. Sua doce manhã.  Achara suas razões. E achara o caminho certo pra casa. Achara o caminho de novo para seu jardim.

E as verdades? Sim. Quem sabe, das verdades?

Ainda não sabe, ainda é noite, as estrelas dormem. Mas espera sua doce manhã. Sim. Achará suas verdades, numa doce manhã.


Lene Dantas

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